sábado, 23 de novembro de 2019

GRUPO 3: CONTEXTO HISTÓRICO. A ESTRADA FERRO SOROCABANA A PARTIR DAS VOZES DA GLOBALIZAÇÃO.

Por  Edvaldo Copato Junior


A Estrada de Ferro Sorocabana foi organizada entre 1870 e 1872, com planos de São Paulo até a fábrica de ferro São João de Ipanema em Iperó, passando por Sorocaba. Seus fundadores (fazendeiros, investidores e o empreendedor húngaro Luiz Maylasky) estavam interessados no transporte da produção de algodão da região para a capital da província.

Em 1875, inaugurou sua pequena estação no bairro da Luz e o trecho inicial. Sua linha tronco chegou até a margem do rio Paraná em 1922. Um dos ramais chegou a Bauru em 1905, para ligar-se com a linha da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. O ramal que chegou a Itararé, em 1909, permitiu ligação com a Viação Paraná-Santa Catarina.



Em 1892, houve sua fusão com a Companhia Ituana, cuja linha percorria trajeto de Jundiaí a Itu com ramal até Piracicaba. Em 1904, passou ao controle do governo federal e, em 1905, do governo paulista, que a arrendou por dez anos a um consórcio de investidores estrangeiros. Com a fusão e arrendamento, teve os nomes de Companhia União Sorocabana e Ituana (1892-1907) e Sorocabana Railway (1907-1919). Em 1921, incorporou a Companhia Carril Funilense (Estrada de Ferro Funilense), que operava desde 1899 entre Campinas e Conchal (Pádua Salles).

A Sorocabana, em sua linha principal, não percorria áreas ricas com plantações de café. No entanto, tornou-se uma grande empresa com estações imponentes, oficinas e escolas profissionalizantes. De 1927 a 1936, finalizou o ramal Mairinque-Santos, eletrificado em 1939, que foi a segunda possibilidade de ligação do interior com o litoral por via férrea, além da Santos-Jundiaí.

Naquelas décadas de 1920 e 1930, adotou uma gestão muito controladora e, ao mesmo tempo, paternalista, de seus funcionários, como recurso para aumentar a qualidade técnica do trabalho e também para evitar o crescimento de movimentos sindicais. Em 1971, o patrimônio da EFS passou a fazer parte da Fepasa.

Alguns pontos da linha: São Paulo 1875, Barueri 1875, Mairinque 1897, Sorocaba 1875, Iperó 1876, Boituva 1882, Botucatu 1889, Avaré 1896, Ourinhos 1908, Assis 1914, Presidente Prudente 1919, Presidente Epitácio 1922

Alguns ramais: Iperó 1876, Itapetininga 1895, Itapeva 1909, Itararé 1909, Botucatu 1889, Bauru 1905 Mairinque 1897, Itu 1873, Salto 1873, Indaiatuba (Itaici) 1873, Itupeva 1873, Jundiaí 1873, Indaiatuba (Itaici) 1873, Campinas 1924, Indaiatuba (Itaici) 1873, Capivari 1875, Rafard 1876, Piracicaba 1877, Mairinque 1897, Santos (Ana Costa) 1936

HISTÓRICO DA LINHA

A E. F. Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência. Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas pela EFS.

Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga.


Referencias Bibliográficas:

E. F. Sorocabana. Disponível em: http://museusferroviarios.net.br/antigas-companhias/e-f-sorocabana/. Acesso em: 04 de novembro de 2019.

Estações Ferroviárias do Brasil. Disponível em: https://www.estacoesferroviarias.com.br/s/sorocaba.htm. Acesso em: 06 de novembro de 2019.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

GRUPO 2: CONSIDERAÇÕES FINAIS. SEMIÓTICA SOCIAL. SANTUÁRIO DE APARECIDINHA.

GRUPO 2: CONSIDERAÇÕES FINAIS. SEMIÓTICA SOCIAL. SANTUÁRIO DE APARECIDINHA.

POR Diego Gato Moreno, Emily Paulino, Nadine Russo e Rebeca de Souza.

Considerações Finais.

Tendo em vista que a questão social é de grande representatividade para a Semiótica Social e multimodalidade, apresentamos uma breve introdução ao contexto histórico da cidade de Sorocaba e do bairro de Aparecidinha, local onde se baseia o intuito central da pesquisa. Com isso entendemos a relevância que, o tropeirismo exerceu na constituição do que hoje observamos no antigo Santuário de Aparecidinha.

Com as pesquisas realizadas na intenção de abordar a Semiótica Social, com uma visão relacionada para a teoria da multimodalidade, compreendemos que esta, tem como foco considerar todos os modos semióticos na composição de um texto. Assim, os movimentos, as cores, imagens, sons, palavras e entre outros, são elementos analisados no âmbito de textos multimodais que também incorporam a partir da combinação desses elementos uma linguagem híbrida cada vez mais observada na atualidade. 

Os significados devem ser interpretados ao levar em conta uma série de fatores, pois o sentido, as regras são moldadas a partir de interações sociais, conforme apontam Kress e van Leeuwan, em uma concepção da Gramática do Design Visual.

Diante das análises das fotografias do Santuário de Aparecidinha, através da perspectiva da Semiótica Social, bem como os significados interativos, a multimodalidade e a Representação dos autores Sociais, auxiliaram no desenvolvimento de estruturação do sentido das imagens.

Para isso, juntamente com o contexto histórico de Sorocaba e do bairro de Aparecidinha, apresentados neste trabalho, contribuíram para o entendimento significativo da importância histórica do Santuário de Aparecidinha. 

Quanto aos aspectos dos significados interativos, em Contato, as imagens apresentadas, encontram em Oferta, na qual, estas são sujeito do olhar, pelo fato, do objeto apresentado ser observado pelo espectador. Em Distância Social, as fotografias de o diário de Sorocaba e de IPHAN, são apresentadas com certo distanciamento em relação ao observador. Também, em Atitude,  revela que a foto do IPHAN é objetiva e do Diário subjetiva, dados o gêneros de publicação e temas abordados no texto linguístico que são distintos. Dessa maneira, os atores de ambas as imagens são considerados excluídos.

Ainda é importante ressaltar a questão do contexto em que:

A multimodalidade parte da posição de que todos os modos, como o falado e o escrito, constituem-se de um conjunto de recursos semióticos, e os modos e os recursos envolvidos são determinantes de significação. A escolha dos modos semióticos não é aleatória, assim, a cada época as pessoas podem selecionar aqueles que cumprem os propósitos exigidos para a comunicação. No contexto social cultural atual, as novas mídias convergem no sentido da usual idade de infinitos modos semióticos para atrair leitores, consumidores e seguidores.  
(SORES E VIEIRA, A Representação Multimodal dos Atores Sociais no Discurso de Marcas, 2013, p.238).

Podemos então, enquadrar esta citação no sentido da recontextualização. O produtor que realiza um texto o faz porque tem uma intenção, um propósito e um determinado público. Os significados são dotados de certa ideologia que podem ou não serem observadas a partir da análise multimodal. O texto do Diário é de gênero jornalístico e por isso concentra intenções midiáticas, passando várias informações sobre os acontecimentos que transformaram a maneira de lidar com a segurança, horários e transporte público nas adjacências do bairro. Claramente, tem seu público leitor que deseja ser informado das situações referentes à romaria naquele momento.
No texto linguístico relacionado ao IPHAN, percebemos a inserção de sujeitos não condizentes para com a fotografia. Um artigo científico possui características próprias que consideram pesquisas teóricas. Neste sentido, a produtora do artigo, Claudia Reis, usa fotografias e dados de outros pesquisadores para promover seu trabalho. A intenção é legitimar os fatos descritos na pesquisa.
Contudo, observamos que o visual faz cada vez mais parte da abordagem nos textos cotidianos, e presentes no sistema online, no qual podem ser visualizados por milhares de espectadores. Ao consorciar o linguístico com o visual, os produtores de textos tem a intenção de aproximar a construção de sentido da realidade.
Por se tratar de um patrimônio histórico, e segunda igreja dedicada a Nossa Senhora Aparecida no território nacional, o antigo Santuário de Aparecidinha é sempre retratado em textos e discursos que mostrem assuntos relacionados a crença da sociedade. 

REFERÊNCIAS:



SOARES, N. M. M; VIEIRA, J. A. A Representação Multimodal dos Atores no Discurso de Marcas. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/signum/article/download/14530/13202. Acesso em: 21 out. 2019.

GRUPO 2: A RECONTEXTUALIZAÇÃO. SEMIÓTICA SOCIAL. SANTUÁRIO DE APARECIDINHA.

GRUPO 2: A RECONTEXTUALIZAÇÃO. SEMIÓTICA SOCIAL. SANTUÁRIO DE APARECIDINHA.

POR Diego Gato Moreno.

 Recontextualização.

Por meio de consultas realizadas na apostila de Análise do Discurso, julgamos de importância ressaltar alguns conceitos referentes à recontextualização.
A recontextualização é conduzida por discursos, no sentido de que as pessoas estabelecem representações que pressupõem práticas novas, instituições, identidades etc.O processo de recontextualização é um processo ativo de apropriação de novos contextos, nos quais circunstâncias, histórias, trajetórias, posições estratégicas e forças de lutas dentro desse contexto acomodam os elementos da recontextualização que são apropriados, sendo os resultados recontextualizados. A recontextualização constitui, em termos gerais, a forma como um evento social é representado nas diversas áreas do conhecimento, nas cadeias de práticas sociais e nos gêneros.   
(Instituto de Ciências Sociais Campus Sorocaba, p.73).
Dessa forma, entendemos a recontextualização como um processo que se materializa no discurso, este por sua vez, é de fato apresentado por um produtor que, se apropria de acontecimentos, contextos, situações do decorrer de uma sociedade. Isso mostrará as referências utilizadas e a maneira como são apresentadas no discurso.
Para caracterizar a forma como o Santuário de Aparecidinha e a tradicional romaria são representados nos dois materiais selecionados, primeiramente consideremos os pontos abaixo do Diário:
No domingo (8), o segundo de julho, mais de 50 mil devotos que em secular tradição religiosa, reconduzem a venerada imagem de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, a seu Santuário de origem ali localizado... (...) A Prefeitura montou um esquema especial de apoio à tradicional Romaria, que neste 2018 aconteceu em sua 119ª edição e está inserida no Calendário Turístico do Estado desde 2009.”
(Diário De Sorocaba, 2018).

A reportagem traz um contexto atual, datada de 2018. É evidente um caráter informacional proveniente do gênero. Contudo, o produtor enfatiza a romaria deixando evidente o lado tradicional que remonta mais de um século.
Como reflexo da relevância do Santuário e procissão, as políticas públicas tiveram que desenvolver trabalhos que garantissem o suporte ao evento.
No artigo sobre o patrimônio de Sorocaba, podemos destacar que, a autora considera a fotografia como essencial no processo de tombamento histórico, pois era uma maneira eficaz de poder documentar o prédio.
Tanto a capela quanto o traçado urbano do pequeno centro histórico de Aparecidinha foram tombados pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio...
(O Patrimônio Arquitetônico De Sorocaba Visto Através Do Acervo Fotográfico Do IPHAN, p.147).

Levando em conta, a forma como o Santuário de Aparecidinha e a romaria são apresentados, percebe-se que os produtores se valem dos discursos de outras pessoas para poder construir o seu próprio discurso, além das fotografias que contextualizam o sentido da informação no passado e em uma situação atual. 

REFERÊNCIAS:
INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS CAMPUS SOROCABA.




GRUPO 2: A REPRESENTAÇÃO DOS ATORES SOCIAIS. SEMIÓTICA SOCIAL. SANTUÁRIO DE APARECIDINHA.

Grupo 2: A REPRESENTAÇÃO DOS ATORES SOCIAIS. SEMIÓTICA SOCIAL. SANTUÁRIO DE APARECIDINHA.

Por Diego Gato Moreno.


Representação dos Atores Sociais.

Para entender e descrever de uma melhor forma o papel dos atores sociais, tomamos por base algumas explicações de Neiva Maria Machado e Josenia Antunes Vieira, que trazem em seu artigo “Representação dos Atores Sociais no Discurso de Marcas”.
De acordo com os estudos de Van Leeuwan (2008) as autoras revelam que: 
... a exclusão, importante para a análise, pois todas as práticas envolvem um conjunto de atores sociais que podem ser inseridos ou excluídos do texto (linguístico). Os atores que podem ser tratados de forma genérica ou especifica, como uma classe de indivíduos ou de formas genéricas como pessoas comuns.
(SOARES E VIEIRA, A Representação Multimodal dos Atores Sociais no Discurso de Marcas,2013, p.250)


Dessa forma, percebe-se a importância de categorias, exclusão e inclusão que, descrevem o papel dos atores envolvidos no texto.
Em “Representação dos Atores Sociais“, artigo voltado aos estudos semióticos, Marcela Souza Torres nos explica algumas características dos atores e se baseia em teoria para demonstrar que eles “podem ser includentes e excludentes para servir interesses e propósitos em relação aos leitores a quem se dirigem” (van Leeuwan,1997 apud TORRES, 2000, p. 135).
A partir de outro trecho vemos que os atores podem ser considerados “empurrados para segundo plano.” (van Leeuwan,1997 apud TORRES, 2000, p.135).
Com material disponibilizado para concluir esta atividade, e abordando a apostila de estudos da Análise de Discurso Crítico (ADC) entendemos a construção de sentido em textos multimodais inseridos em diversas práticas sociais e, o sentido do texto deve ser investigado de acordo com elementos visuais que evidenciam certa ideologia. Portanto, os textos quando transformados em discurso revelam uma intencionalidade de quem os produz, com intuito de atingir dado público.
Como anteriormente foi realizada uma análise voltada para o visual, ou seja, as duas imagens, uma do Diário de Sorocaba e outra, artigo relacionado ao IPHAN, o conteúdo a seguir visa trechos dos dois materiais em pauta, com a intenção de mostrar a forma como são tratados os atores. Assim, procuramos estabelecer a representação dos atores entre a imagem e a palavra.
A seguir trechos do Diário de Sorocaba:
Este é o segundo ano que dom Julio participa da tradicional manifestação de fé do povo sorocabano, que ano passado também acompanhou a pé como simples romeiro entre os milhares de romeiros.
(Diário De Sorocaba, 2018).
Observamos outros atores que não se encontram na imagem da reportagem. Também notamos atores coletivos “povo sorocabano” e “romeiros” que dão ar de grandeza ao evento religioso: “frota reforçada para o  transporte dos romeiros na ida e volta do bairro” (Diário De Sorocaba, 2018).
Medidas fotão tomadas para garantir a segurança dos “romeiros” durante o trajeto da procissão.
Ao comparar os atores presentes na imagem e na estrutura do texto, neste último são acrescentados vários outros atores, pois a intenção é retratar a romaria em si. Além disso, ocorrem muitas informações com objetivo de auxiliar o público leitor da matéria. A foto, por sua vez, é entendida como meramente ilustrativa, tendo em vista que o objetivo central da matéria é falar sobre a romaria do bairro de Aparecidinha. 
Outro ponto que reforça essa afirmação é encontrado no sentido de não haverem menções do homem que anda na rua em frente ao Santuário, uma cena da foto. Sendo assim, esta pessoa é um ator excluído, colocado em segundo plano, pois não condiz com o intuito principal imposto pelo produtor.
Com relação ao artigo acadêmico do IPHA, Claudia, a produtora do mesmo exibe algumas informações que foram adotadas na conclusão de sua pesquisa, destacamos as seguintes partes:
A capela de Nossa Senhora Aparecida... Foi documentada em setembro de 1949 por Germano (...). Assim narra Aluísio de Almeida o surgimento dessa capela...
(O Patrimônio Arquitetônico De Sorocaba Visto Através Do Acervo Fotográfico Do IPHAN, p.147).

A partir do exposto acima, notamos outros sujeitos do texto escrito que não podem ser percebidos no texto visual, novamente, as pessoas da fotografia do IPHAN são excluídas, postas em um segundo plano, por não haver menção delas no texto escrito.

REFERÊNCIAS:

SOARES, N. M. M; VIEIRA, J. A. A Representação Multimodal dos Atores no Discurso de Marcas. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/signum/article/download/14530/13202. Acesso em: 21 out. 2019.

TORRES, M. M. A Representação dos Atores Sociais. Disponível em: https://googleweblight.com/i?u=https://periodicos.ufpe.br/revistas/pedaletra/article/view/230961&grqid=8lgxiKI4&s=1&hl=pt-BR&geid=1084. Acesso em: 21 out. 2019.

GRUPO 2: SIGNIFICADOS INTERATIVOS:ATITUDE-SEMIÓTICA SOCIAL. SANTUÁRIO DE APARECIDINHA.

GRUPO 2: SIGNIFICADOS INTERATIVIS: ATITUDE- SEMIÓTICA SOCIAL. SANTUÁRIO DE APARECIDINHA.

Por Diego Gato Moreno




(Diário de Sorocaba, 2018)
ATITUDE.

Com relação à foto do Diário de Sorocaba, o ângulo oblíquo se faz presente. A fotografia é feita de determinado ponto que nos induziria a um olhar de distanciamento, já que o Santuário aparece em um plano diferenciado. Porém, ao analisar outros elementos, notamos um possível significado subentendido. 
O tronco de uma árvore, pelo que se percebe é um ipê roxo, pois há uma de suas flores, são encontrados em frente à igreja, seus galhos se encontram também com a fiação elétrica.
(Capela de Nossa Senhora Aparecida. De Herman Hugo Graesner,1949. (Arquivo do IPHAN/SP)


No que se refere à Atitude, a partir da imagem do Acervo Fotográfico do IPHAN, observa-se que existe um ângulo frontal. O fotógrafo, ao representar o Santuário visa um eixo plano que o prioriza, mesmo assim, alguns outros elementos podem ser notados como o paralelepípedo e uma construção ao lado. Pode-se considerar que ocorre um envolvimento, pelo motivo da foto representada.
Na perspectiva vertical, ambas as imagens encontram-se no ângulo elevado. As pessoas estão em certa distância, não podemos visualizar seus semblantes. 

A partir do exposto, compreendemos que a foto do IPHAN é objetiva, a intencionalidade do produtor é tornar possível o registro para arquivamento, ao passo que a fotografia do Diário revela um traço subjetivo. As características presentes e o ponto adotado pelo criador podem despertar fatos sentimentais para com o espectador, especialmente naqueles que conhecem o local. Todas essas afirmações transmitem um ambiente calmo e pacato nas adjacências.
REFERÊNCIAS:
DIARIO DE SOROCABA. Aparecidinha prepara-se para receber a Santa. [S. l.], 5 jul. 2018. Disponível em: https://www.diariodesorocaba.com.br/noticia/255073. Acesso em: 23 out. 2019.


REIS E CUNHA, Claudia. O Patrimônio Arquitetônico De Sorocaba Visto Através Do Acervo Fotográfico Do IPHAN.  [s. l.]. Disponível em: file:///D:/User/Downloads/143939-Texto%20do%20artigo-311986-1-10-20180920.pdf. Acesso em: 23 out. 2019.




Grupo 2: SIGNIFICADOS INTERATIVOS: DISTÂNCIA - SEMIÓTICA SOCIAL. SANTUÁRIO DE APARECIDINHA.

Grupo 2: SIGNIFICADOS INTERATIVOS: DISTÂNCIA - SEMIÓTICA SOCIAL. SANTUÁRIO DE APARECIDINHA. 

Por Emily Paulino


Distância Social








(Diário de Sorocaba, 2018)


A partir dessa perspectiva, a imagem do Santuário de Aparecidinha da edição do Diário de Sorocaba enquadra-se no plano médio, no qual é possível observar toda a frente do Santuário e um pouco da sua lateral (na qual está sendo tapada pelo tronco de uma árvore, o que ocasionou no desfoque da fotografia), causando assim, um grau de aproximação que pode ser considerado como de amizade e sociabilidade em relação ao observador.
Ainda analisando a imagem, é perceptível a figura de um homem andando na rua em frente ao local, caso ele fosse o ator de análise nesta situação, o observador o enquadraria em um plano aberto, visto que todo o seu corpo é observável, tendo ainda como cenário, o Santuário de Aparecidinha.

(Capela de Nossa Senhora Aparecida. De Herman Hugo Graeser, 1949).  (Arquivo – Iphan/SP)



Com relação à segunda imagem, O Patrimônio Arquitetônico De Sorocaba Visto Através Do Acervo Fotográfico Do IPHAN, é plausível enquadrá-la em um Plano Aberto, que por sua vez, pode ser observado toda a frente e lateral do Santuário, assim como a figura do que aparenta serem dois homens encostados na parede do local, a calçada e a rua, e o que podemos deduzir como uma casa ao lado direito.
Nesse sentido, é representada uma interação de distanciamento com relação ao observador.


Referências Bibliográficas:

CARVALHO, Flaviane Faria. Semiótica Social e Gramática VIsual: O Sistema de Significados Interativos, [s. l.], p. 265-281. Disponível em: https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/5589/1/0873-0628_2010-001-000_00263-00281.pdf.%20Acesso%20em:%2023%20out.%202019.

REIS E CUNHA, Claudia. O Patrimônio Arquitetônico De Sorocaba Visto Através Do Acervo Fotográfico Do IPHAN. [s. l]. Disponível em: file:///D:/User/Downloads/143939-Texto%20do%20artigo-311986-1-10-20180920.pdf. Acesso em: 23 out. 2019.

Referências Bibliográficas - Imagens:
DIARIO DE SOROCABA, Aparecidinha prepara-se para receber a Santa. [S. l.]. 5 jul. 2018. Disponivel em: https://www.diariodesorocaba.com.br/noticia/255073. Acesso em: 23 out. 2019.


REIS E CUNHA, Claudia. O Patrimônio Arquitetônico De Sorocaba Visto Através Do Acervo Fotográfico Do IPHAN. [s. l]. Disponível em: file:///D:/User/Downloads/143939-Texto%20do%20artigo-311986-1-10-20180920.pdf. Acesso em: 23 out. 2019.
Grupo 1: CONSIDERAÇÕES FINAIS - ANÁLISE SEMIÓTICA EM PORTO FELIZ (SP)


Por Beatriz Rosinha, Carolina Valentim, Késia dos Santos e Stephanie Claro

Neste trabalho optamos por analisar, dentre as vozes da globalização, aquela referente às pessoas comuns, verificando algumas experiências individuais relacionadas à globalização, além de suas reações particulares e ao mesmo tempo diversas em relação a este tópico; entretanto, percebemos também a grande influência que a mídia causa no dia a dia da sociedade, uma vez que esta efetiva-se, de modo geral, por meio da imprensa como a internet, por exemplo. Ormundo nos explica que
como a voz da mídia transita por todas as outras vozes, ela tem uma força maior no processo de construção dos significados e, dessa forma, produz representações, as quais são também uma parte significante de toda fala e escrita a respeito da globalização. As outras vozes circulam na voz da mídia e esta também transita nas outras vozes (2007, p.136).
Ormundo (2007, p. 137) afirma ainda que, com relação à voz da mídia, todos têm acesso, pois basta ligarmos a televisão para estarmos conectado; contudo, neste estudo, analisamos que a voz midiática apenas tomou força com o processo da globalização.
Para verificarmos as impressões a respeito desse processo, optamos por entrevistar 5 pessoas, com idades entre 33 e 67 anos, que comunicam-se de maneira bem próxima (com a presença de marcadores comunicacionais, discurso direto e vocabulário simples) e que pertencem a uma mesma classe social – apesar de Vinícius José dos Santos não morar atualmente no país, consideramos o período no qual viveu em Porto Feliz para esta análise.
Sueli Dandalo dos Santos, moradora do Bairro Popular, destaca os pontos positivos que essa globalização trouxe para a cidade de Porto: tendo um filho que mora no exterior, considera que as novas tecnologias serviram muito para ajudar a atual sociedade; destaca ainda que, apesar deste paradigma de que as redes da globalização afastam as pessoas, o que acontece é o contrário e afirma que o problema não são as redes em si, mas o caráter das pessoas. No entanto, os demais entrevistados discordam deste ponto, afirmando que a nossa sociedade está sim tomada por laços fracos, sendo eles decorrentes da forma superficial de interação que as redes proporcionam, da falsa sensação de amigos presentes redes sociais ou da própria instabilidade e segurança do país.  
Apesar da pequena amostragem, pudemos entender melhor o impacto que a globalização teve em alguns pontos da cidade de Porto Feliz.
Além disso, como complemento às entrevistas, conseguimos algumas fotografias antigas; dentre as fotos cedidas por Roseli Aparecida Dandalo de Miranda e por Maria de Lourdes Kerche do Amaral, podemos perceber o registro de situações cotidianas (um passeio no parque, um dia de trabalho, uma foto de família); as paisagens não apresentam glamour, representando um mero pano de fundo para quem estava sendo fotografado.
Podemos perceber que os próprios registros fotográficos passaram pelo processo da tecnologia: hoje não mais precisamos revelar um filme para verificar as fotos, pois as mesmas nos são apresentadas instantaneamente; dessa forma, a busca pela pose perfeita se sobressai ao registro espontâneo, fato esse que auxilia na criação de uma falsa realidade presente hoje nas redes sociais.
Em 1999, Zygmunt Bauman nos apresentou a sua teoria sobre a modernidade líquida, a qual apresenta duas características em destaque: a substituição da ideia de coletividade e de solidariedade pelo individualismo, e a transformação do cidadão em consumidor. Ao examinarmos os questionários obtidos, percebemos que muitos realmente defendem a ideia de um individualismo tecnológico, seja por segurança, seja por praticidade.
Quando tratamos das vozes da globalização e das relações presentes nela, os pontos se diferem, o que demonstra um desnível na percepção das pessoas diante de uma mesma sociedade: ocorre um deslocamento das relações sociais a partir dos seus contextos de interações e reestruturações, sendo esta uma das marcas da linguagem que se reconfigura na globalização; um conceito que exemplifica esse desnível foi chamado de desencaixe e criado por Anthony Giddens (1991).
O impacto que a nossa atual sociedade sofre é um exemplo claro de como a vida moderna alterou a ordem social, sendo esse o resultado encontrado durante a realização deste trabalho.
Referências Bibliográficas:
ORMUNDO, J. S. A Reconfiguração da Linguagem na Globalização: investigação da linguagem on-line. Brasília, 2007
Porto Feliz. Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/a-filosofia-de-zygmunt-bauman-o-pensador-da-modernidade-liquida/ - acesso em 06 nov.2019
GIDDENS, A. Modernity and Self-Identity: Self and Society in the Late Modern Age. Stanford University Press: Stanford, 1991